18 de outubro de 2017

Pela valorização do Contador

Trabalho no ramo da Contabilidade desde 1974. Desde então, venho sendo questionado por que motivo o Contador é pouco valorizado em seus afazeres profissionais. Mas a pergunta que carece de resposta é: Por que o tomador dos serviços contábeis valoriza tão pouco o Contador?

Se valorização representa a contrapartida, a consequência de um trabalho bem executado, o reconhecimento de quem utiliza os serviços do profissional, então, é preciso questionar a quantas anda esta valorização para melhorar o reconhecimento público atribuído a este profissional.

Em relação a este assunto, há dois fatores que precisam ser analisados separadamente: 1) o profissional; e, 2) as entidades que formam, que defendem os profissionais e que protegem a profissão, entre elas: as instituições de ensino, os sindicatos e os conselhos profissionais. 

Quando se pretende valorizar uma categoria profissional, deve-se eximir deste compromisso a ação isolada do profissional. A ação do profissional, por si só, não valoriza uma classe. Quando o profissional é valorizado, este é o resultado de um trabalho tecnicamente correto, exercido com ética, e que mereceu o reconhecimento social.

Agora, quando se almeja a valorização de uma classe como no caso da classe contábil, é preciso saber como as instituições de ensino, os sindicatos e os conselhos de classe estão contribuindo para isto, o que eles vêm fazendo para promover esta valorização. O trabalho destas três entidades precisa estar integrado, em sintonia, com cada uma das partes cumprindo as suas obrigações, para que, no conjunto desta orquestração, a música esteja no mesmo compasso, em busca do mesmo fim. 

Nesta orquestração, todos precisam saber que, para atingir a valorização profissional, consequência da ação conjugada destas entidades, os profissionais precisam sentir o respeito e a dignidade que a sua presença impõe no exercício de suas atividades; precisam sentir o reconhecimento pelo seu trabalho, sentir que a sociedade e os empresários valorizam o fato de que seu trabalho é diferenciado e de que precisa ser exercido sem a intervenção de outros interesses para não comprometer os seus resultados. 

Os profissionais contábeis precisam, ainda, sentir-se seguros, sabendo que terão a devida proteção quando interesses de terceiros tentarem intervir em suas atividades; sentir que há uma perspectiva promissora de ampliação do seu mercado de trabalho. Presentes estes fatores, certamente a profissão será valorizada.

É por isso que a Chapa 2 CRCRS está pedindo a sua autorização, através do seu voto, para gerir a profissão contábil a partir de 2018. A Chapa 2 quer integrar os segmentos da profissão contábil para desenvolver um trabalho com foco na valorização profissional, pois, ao proteger o campo profissional, protege-se, também, por extensão, a sociedade, mantendo ordem na economia e nos agentes públicos.

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