1 de novembro de 2017

Por mais ética no Conselho de Contabilidade

Quando se fala em ética, fala-se em comportamento, em conduta, em valores que motivam as ações de um indivíduo ou de um grupo. Já legal é uma ação estabelecida, sancionada, dentro das normas escritas do fazer e do não fazer. Mas, por vezes, entre o ético e o legal há uma distância que precisa ser percorrida para que se entenda o funcionamento de algumas coisas, ou para que se faça justiça.
 
Veja o que vem ocorrendo no pleito que irá renovar 2/3 do Plenário do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul: A Vice-Presidente do CRCRS, que está concorrendo à reeleição, tem usado a estrutura da entidade para participar de encontros profissionais promovidos pela própria entidade e pedir votos.  

A questão que se levanta: É ético este tipo de conduta? Algumas pessoas argumentam que é legal, porque a resolução que regula as eleições, norma criada pelo próprio Conselho, não proíbe tal ato. Contudo, usar da estrutura administrativa do órgão público para dele obter vantagens é eticamente inadmissível. Além disso, fere os princípios da isonomia, da igualdade e da moralidade, princípios basilares da administração pública.

É importante registrar que uma profissão só cresce quando se dá a ela o devido destaque e quando os atos praticados pelos dirigentes do seu Conselho forem exercidos com ética, já que a profissão não pertence aos seus dirigentes, mas a todos que nela atuam e que dela necessitam, neste caso, os agentes econômicos e sociais, e, sobretudo, a sociedade, que necessita da Contabilidade para manter as pessoas jurídicas sadias, pois são elas que geram emprego e renda e que pagam tributos.

Se os contadores e técnicos contábeis quiserem ver a sua profissão prosperar e seu trabalho mais valorizado, precisam saber distinguir entre ações montadas para angariar votos apenas (para a atual direção continuar gastando os 28 milhões de reais arrecadados por ano em ações que pouco ou nada agregam de útil à profissão) e ações que irão valorizar a profissão e resgatar a dignidade dos seus profissionais.

Neste momento, quem decidirá o futuro da profissão é o profissional contábil. O resultado será apurado no momento de validar o seu voto, nos dias 21 e 22 de novembro, ao acessar o site das eleições.

O que a Chapa 2 - CRCRS almeja é ver a profissão valorizada e atuando com ética, para elevar os propósitos dos profissionais contábeis junto aos tomadores de serviços e à sociedade.

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